RA – Bom dia, boa tarde, boa noite onde quer que esteja, eu sou o Luís Kata , Repórter FOA (Friends of Angola), hoje vamos falar um pouco sobre a Província do Kwanza Norte, concretamente sobre o Projecto que os Médicos do Mundo estão a implementar.

Temos aqui alguém que vai descrever detaliadamente sobre este Projecto, que é o Jorge da Silva, Técnico para a area da Sociedade Civíl,
Jorge, Boa tarde, por favor pode contar-nos de quem és, o que fases nos médicos do mundo e quê, qual é a Sua responsabilidade nos médicos do Mundo?

JS – Sim, boa tarde Luís, eu sou o Jorge da Silva, sou Técnico para as Organizações da Sociedade Civil ou seja, Técnico para o Desenvolvimento das Organizações da Sociedade Civil dos Médicos do Kwanza Norte através dos Médicos do Mundo.

RA – Jorge, qual tem sido, durante o seu trabalho, acho que já te encontras à um bom tempo e conheces a realidade do Kwanza Norte em relação a sociedade civil, o que tens para nos dizer sobre as organizações da sociedade civil nesta Província?

JS – Bem, à princípio já estou no KN ou seja já estou à caminho de quatro (4) anos trabalhando para os Médicos do Mundo, com relação o trabalho com as Organizações, ainda é novo, o Projecto é novo estamos à caminho de dois (2) anos e meio a fazer este trabalho, é uma sociedade civil fragilizada fruto do contexto que o País viveu, fruto também dos poucos apoios que tiveram porque, como sabes, a maior parte dos financiadores tiveram um pouco mais interessados em financiar Organizações a nível do Sul do que propriamente a Província do Kwanza Norte. Então, desde que nós chegamos aqui, isso em dois mil e dez (2010), a partir de 2011/2013 começamos com o processo de cadastramento, primeiro fizemos o levantamento isso em 2014 já sobre as demandas de necessidades informativas que as Organizações do KN enfrentam, fizemos esse inquêrito em 2014 e em 2015 sentimos a necessidade de fazer uma análise maior ainda, o que nos permitiu ter uma ideia muito mais ampla daquilo que é o estado de Desenvolvimento das Organizações do KN.
Além disso, em função do inquérito que fizemos, as pesquisas que fizemos começava com um processo de reforço de capacidade, começava com uma formação sobre diagnóstico de direito da Saúde, posteriormente realizamos algumas informações sobre associativismo, liderança, sobre a importância do HIV Sida, porque a rede é composta por 12 Organizações e cada uma tem uma área de actuação muito diferente das outras.

RA – Vesse que temos diante de nós um interlocutor válido que pode nos ajudar a ter uma percepção do nível de Organizações, de participação das Orgnanizações naquilo que são as Políticas Públicas dentro do KN, para já, pode dizer-nos de como tem sido a participação dessas Organizações, tanto as passaram por muitas formações e praticamente vocês estão aqui a judar a melhorar algumas práticas positivas que essas organizações têm, se calhar e queríamos saber da esperiência de como eles estão absorver estes conchecimentos e cmo estão aplicar no dia-a-dia dos mesmos?

JS – Bem, em relação ao nível de participação, ainda não é aquela que nós pretendemos, como disse, em função da fragilidade que elas enfrentam mas penso que pouco-a-poco elas estão a perceber do porquê que tem ali uma Organização, qual é a finalidade de uma Organização, então demos conta de que aos poucos estamos a impulcionar de modos a que elas sejam interlocutoras activas entre o Governo e a comunidade, comunidade governo, penso que aos poucos vamos granjeando progressos em prol do trabalho que as organizações estão a fazer, mas ainda temos um caminho longo à percorrer, até porque nós, a Província do KN, é uma Província muito fechada em relação as restantes do País e os colegas das Organizações têm medo, não podemos fazer, mas penso que aos pouco estamos a conseguir despertar a consciência da dos níveis das Organizações. Há já uma motivação de quererem fazer, cobrarem daquilo que de facto esta mal.
RA – Segundo o que disse da Província do KN, claro que diz ser fechado e a muitas dificuldades, não tiveram ou não têm tido dificuldades de levar a cabo as vossas actividades em relação aos organismos Públicos e se calhar, acções de intimidações não directamente, aquelas que realmente podem servir de entraves para as vossas actividades?

JS – Felizmente nós temos abertura do Governo Provincial, só para nos estalarmos aqui tivemos que ter o apoio do Governo Provincial, também temos o apoio de algumas Administrações Municipais, umas funcionam, infelizmente outras não funcionam, com relação a questão da pressão por parte dalguns elementos, penso que isto é natural, é próprio, porque hoje os medicos do Mundo começou a fazer trabalhos com os jovens houve intimidações e o contexto está a mudar, quando está a trabalhar com os jovens as pessoas começam a ficar um pouquinho mais preocupadas, mas penso que até agora as coisas estão a mudar, vão bem, como eu disse ainda estamos num processo de maturação, também, tanto nós Médicos do Mundo, assim como as organizações, mas penso que estamos à um bom caminho, o grande objectivo é fortalecer as Organizações para que elas sejam interlocutoras entre as comunidades e o Governo Provincial, Governo Provincial Comunidade, para que de facto elas possam influênciar naquilo que são as Políticas Públicas que são implementadas a nível da Provincia do Kuanza Norte.

RA – Para terminar tem algo para acrescentar, do que provavelmente tenha lhe escapado durante a nossa entrevista?

JR – Era só para fortificar, dizendo que o trabalho continua, nós tivemos agora juntos duranet uam semana a fazer um trabalho de como se elabora um projecto, como se estrutura um projecto, então, pensamos que o caminho ainda é longo, mas é para frente, penso que grandes mudanças virão brevemente para a Província e esperamos, contamos também com o apoio dos outros parceiros, nesse caso alguns colegas de algumas Organizações da Sociedade de Benguela, a OHI, para nos ajudar a fortalecer as Organizações e se calhar também identificarmos outras organizações a nível do País para juntos caminharmos para fazermos com que a sociedade civil do KN seja de facto uma sociedade activa, não inativa, mas sim activa para que possa reclamar sobre as Políticas Públicas que são implementadas a nível da Província, do que muita das vezes não vão de acordo com aquilo que é a realidade, do que as comunidades precisam, por isso nós estamos aqui sempre com o apoio dos Médicos do Mundo, em parceria com as outras Organizações, é o nosso objectivo, fortalecer cada vez mais as Organizações da sociedade civil e os jovens da Província do KN.

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