Rádio Angola: Membros da as 4As – Associação de Apoio de Albinos de Angola, concederam uma entrevista à Rádio Angola, onde analisou questões relacionadas com a discriminação contra albinos em Angola.
As pessoas com albinismos são pessoas normais, pois eles fazem tudo o que as pessoas com uma pigmentação normal na melanina fazem! As 4As- Associação de Apoio de Albinos de Angola, organizou ontem dia 25 de Junho, ainda no âmbito das comemorações do dia Mundial da Consciencialização do Albinismo. A data foi instituída em 13 Junho de 2015 pela ONU através do Alto-comissário da Organização para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, tendo afirmado que a data era “uma oportunidade de celebrar os talentos e conquistas das pessoas com albinismo e de união à luta contra os desafios que eles enfrentam”.

As 4As, propõe-se com este desafio proteger e garantir os Direitos das pessoas com albinismo e suas famílias, ela foi legalizada em 2013 e luta nesta altura para conseguir ter por parte das autoridades Angolanas, como uma Instituição de “Utilidade Publica”, de forma a acudir a vários desafios que ela vive, como por exemplo, fazer acompanhamento dos vários casos que vão existindo no âmbito da discriminação, da garantia dos protetores solares para os seus membros e não só, já que a maioria dos Cidadãos são pessoas com poucos recursos financeiros.

A organização é de âmbito nacional e com os poucos recursos que tem, conseguiram ter já as suas representações provinciais, nas Províncias da Huíla, Uíge, Huambo e Cunene sendo que o objetivos é se instalar as restantes províncias. A organização esta aberta para pessoas interessadas, quer elas sejam nacionais e estrangeiros, ela não se restringe somente as pessoas com albinismo e suas famílias, ela esta aberta para todos que se revejam na causa dos Direitos das pessoas com albinismo no País. No mesmo âmbito das comemorações o Conselho de Diretos Humanos da ONU nomeou Ikponwosa Ero como a primeira especialista independente sobre os direitos humanos das pessoas com albinismo, isto é, fruto do seu contributo na luta contra as violações, descriminação e marginalização desta parte da população. Segundo Manuel Vapor, Angola não esta no nível preocupante, tal como se vive na Tanzânia, Moçambique, RDC, Uganda, Malawi, onde as famílias são obrigadas a esconder as pessoas com albinismo, o País ainda não é risco nascer albino, mas sim casos isolados de discriminação contra elas isto sim tem havido.

A efeméride será para lembrar a data e dar visibilidade tal como chamar atenção aos Governos dos respetivos Países membros das Nações Unidas de forma a proteger e garantir proteção a este sector da População. O problema sobre os protetores solares é um dos grandes desafios da Associação, visto que ela não tem recursos financeiros para dar fase a carências dos seus membros e os que nela ocorrem para solicitar ajuda, por este e outros motivos é que se convida a pessoas de boa-fé e que possam ajudar com o seu saber e financeiramente a Organização, já que a nível das instituições hospitalares, como Américo Boavida, Josina Machel e Centro Nacional de Oncologia não tem capacidade e condições para lhe dar com a demandas das pessoas que nela ocorrem.

Entrevista conduzida por Simão Hossi

Clique neste link abaixo para ouvir a entrevista:
http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/06/26/albinos-continuam-a-ser-discriminados-pela-sociedade-em-angola

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