RA – Bom dia, boa tarde, boa noite, onde quer que esteja, já está em sintonia de mais uma emissão da Rádio Angola a partir de Benguela/Angola, eu sou o Adão Lunge, o Repórter da Rádio Angola a partir da terra das Acácias Rubras, para hoje temos como convidado ativista e Preso Político José Gomes Hata. De salientar que desencadearam um Debate na tarde de hoje (07-07-2016) os três jovens do processo 15+2, no Cine Monumental na Província de Benguela.

José Gomes Hata, Rosa Conde e Hitler Samussuku, animaram o debate promovido pela Organização Humanitária Internacional (OHI), em Coluio com a OMUNGA, naquela Província onde participaram pessoas de vários estratos social, académicos, representantes de Partidos Políticos, Organizações não-governamentais e não só.

Alem dos três jovens, estavam na pesa de presidiu o Director da OHI e o Director da OMUNGA.

RA: Como te sentes por estar aqui com o público, com os jovens a nível da Província de Benguela?

JG: Me sinto brindado, honrado, com esta recepção calorosa, porque olhamos pelas causas sociais, causa nobre, causas do País, quanto a esta recepção do povo de Benguela nós, em nome do povo angolano e de toda sociedade nos sentimos granjeados, nos sentimos honrados com esta recepção calorosa.

RA: E qual é as mensagens que trouxeram para a província de Benguela?

JG: A mensagem que nós trouxemos para Benguela é de que Benguela deve continuar, esta num bom caminho em termos de luta, da não violência, em termos de formação intelectual, porque é a base de qualquer luta, Benguela deve continuar, deve estar firme e acerca disso não tenho mais nada a dizer, até que o que esta bom não deve ser mexido.

RA: qual é a mensagem que deixas para os Benguelenses, a juventude, o povo e para queles todos que indiretamente têm estado a lutar para que os direitos humanos se efetivem a nível do nosso País?

JG: A mensagem que eu deixo é de que as pessoas busquem formas alternativas de viver, porque uma das armas mais feroz que as ditaduras usam é manter o povo na mendicidade a fim de escraviza-los, eu acredito que com esta evolução intelectual por parte dos jovens é uma forma boa, de um passo enfrente no sentido de se libertar, incentivo as pessoas a buscarem independência financeira, independência intelectual e a a buscarem éticas em tudo, normalmente quando uma sociedade é imoral e depravada facilmente é corrompida, então eu incentivo as pessoas a buscarem ética porque ditadura para mim não tem nada a ver com ética, afim de nós construirmos o nosso estado angolano, a nossa nação com base nos princípios da democracia, transparência, prestação de contas, justiça e solidariedade entre irmãos.

RA: O Dago ficou, qual é a mensagem que deixas para aqueles que sempre lutaram para que os 15+2 tivessem fora da cadeia?

JG: A nossa mensagem é de que a nossa luta não terminou, temos um na prisão mas mesmo depois da saída do Dago o nosso objectivo é de libertar Angola, é claro que a questão aqui não é 15+2, ou 15+1, o que está em causa é Angola, nós vamos continuar a lutar, o Dago agora é a prioridade imediata, depois do Dago acredito que a nossa luta estará mais fortalecida, nós vamos continuar incentivo as pessoas a fazerem gesto de solidariedade para com o Dago e com a Sua família e nós estamos aqui para dar, para criar ponte entre o Dago e a sociedade, nós pessoalmente vamos nos encarregar de sermos os pontas de lança dessa luta.

RA: Qual é o próximo passo de pois de Benguela?

JG: É assim, nós não temos um próximo passo em agenda, Benguela veio agora porque há uma consideração especial, sem desprezar as outras províncias mas veio algo do coração, até que há muitos que não sabem de que parte do grupo esta aqui em Benguela, então veio assim algo do coração, não temos uma agenda, por isso não tenho nada avançar sobre isso.

RA: Depois desta recepção calorosa não pensam em fazer um périplo a nível de todas as províncias, para prestar um esclarecimento cabal igual ao que foi feito aqui e nesta tarde na terra das Acácias Rubras, já que o povo, a sociedade académica está ansiosa em ouvir-vos de como é que este sofrimento foi, apesar de que eles também partilharam o mesmo sofrimento aqui fora indiretamente?

JG: A ideia é louvável, penso que sobre essa ideia no momento oportuno o grupo vai prestar esclarecimento sobre isso.

RA: Muito obrigado e continuação de um bom trabalho….

Ouça a entrevista da Rádio Angola, conduzida por Adão Lunge: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/07/07/o-nosso-objectivo-de-libertar-angola-afirma-activista-jos-gomes-hata

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