Devo dizer publicamente a todos que estou sereno e não temo pela minha vida, o sábado por volta das dez horas (10h00), quando nós saíamos da minha casa, era eu junto a Laurinda Gouveia e o activista Emiliano Catumbela, incluindo a esposa do activista Artur, saíamos da minha residência pessoa para casa dos meus pais, estávamos a levar alimentação para a minha mãe, quando chegamos defronte a casa do meu pai, no asfalto, pronto a abrirmos o portão apareceram quatro (4), elementos da polícia Nacional, estavam numa motorizada YBB e dois (2) individuo dos serviços secretos e eu estava a conversar com um amigo meu no portão defronte a estrada e o Catumbela esteve na lateral, a Laurinda estava a conversar com a minha mãe, elementos do SINFO a passarem com a Polícia Nacional disseram que eu estarei morto dentro em breve, estou na lista e apontaram-me pistola, o que vulgarmente chamamos de “macaroff” me mantive muito sereno, mas o pessoal que esteve la comigo, à exemplo do Catumbela, Laurinda Gouveia e a minha mãe ficaram todos com medo e lamentaram bastante, eu não tenho problemas directamente com ninguém, não devo ninguém, não ofendi ninguém, simplesmente estou a divulgar as violações dos direitos humanos que se passam em Angola.
Não é com ameaças de mortes, usando pistola para me apontar e dizer que irei morrer brevemente, esperando eu recuar o meu posicionamento político, eu irei até as últimas consequências que é para agente termos o poder. Já mataram o Fulupinga Lando Victor, mataram Ricardo de Melo, mataram Kassule e Kamulingue, mataram Hilberto Ganga, outros activistas foram para cadeia, eu sou perseguido e torturado por este regime de José Eduardo dos Santos.

Eu vou continuar com toda serenidade porque não temo com a minha vida, não é ameaçando mortes que acham que eu vou recuar e devo deixar um apelo publicamente para o pessoal dos serviços secretos, na pessoa do General Copelipa, Zé Maria, o Director Nacional do SIC, que é antiga DNC e o Director actual do Município de Viana, que vocês podem contactar pessoas, podem pagar, pessoas para me envenenar, para me matar a tiro, vocês não vão me conseguir, “eu sou filho de Deus na minha panela não se põe a mão”.

Acompanhe a entrevista completa que o activista Nito Alves, concederam à Rádio Angola: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/09/26/fui-ameaado-de-morte-pela-polcia–activista-nito-alves

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