Eduardo Ngumbe, jornalismo comunitário teve o privilégio de entrevistar o Senhor Sorito Soares, Pescador a partir do Município Portuário do Lobito, Benguela/Angola.

RA- Senhor Sorito o que podes nos dizer sobre a situação actual que o País está a travessar?
Senhor Sorito: Primeiro diria que o tempo mudou, a geração actual é mesmo outra, por na nossa geração só mesmo uma cabeça de gado estava no valor de 300 escudos, actualmente isso correspondia a Kzs300,00, já em 1960 uma cabeça de gado chegou a custar 700 escudos, actualmente seria Kzs700,00 e este preço permaneceu até 1975.
Actualmente, o País não tem ou não exerce a pesca do atum, temos muitas ou mesmo todas as fábricas do atum fecharam, nós tínhamos a fábrica do Mapeasse, Kipiandalo, fechou a somar em Namibe. Só mesmo a fábrica da Somar metia Quinhentas Toneladas (500 T).

RA: O Senhor Sorito é Pescador a quanto tempo?

Senhor Sorito: Sou pescador a 53 anos, nunca trabalhei numa outra área que não seja a pescaria, também nunca recebi nenhum tipo de apoio, a minha empresa tinha 75 Barcos e quando o País entrou em conflito tudo ficou paralisado até hoje. Naquele tempo nada vinha de fora, tudo era produzido em Angola e enlatado e actualmente não existem Barcos de Atum, nem em Namibe nem em Luanda, quer dizer, de Namibe a Luanda existem alguns Barcos de Atum, mas que são espanhóis e não estão ao serviço de Angola. Um Barco de Atum tinha de ter um tanque que chamávamos de tina, esta tina é que levava a isca viva.

Acompanhe a seguir a entrevista completa concedida à Rádio Angola: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/11/17/pescador-fala-sobre-dificuldades-que-enfrenta-no-exerccio-da-profisso

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