Fonte: Friends of Angola

É com bastante preocupação que acompanhamos a situação da seca no sul de Angola que continua a dizimar membros de famílias com maior destaque para as crianças com menos de cinco anos de idade, províncias que fazem fronteira com outros países como Cunene, Kuando Kubango e Moxico são as mais afectadas e estão a optar por emigrar, em busca de melhores condições de sobrevivência e sobretudo pelo facto de não sentirem qualquer sensibilidade das autoridades locais em minimizar as causas e os efeitos da fome.

Relatos que vêm de organizações locais que trabalham com a Friends of Angola (FoA), incluindo estatísticas do Programa nacional de Nutrição do ministério da saúde publicado pela Voz da América (VOA); “mais de quatro crianças com menos de cinco anos de idade morrem em Angola todos os dias de fome e nos primeiros seis meses do ano [2019] morreram em Angola mais de oitocentas crianças nessa facha etária devido á fome.”

A FoA acredita que Angola poderá ter uma grande catástrofe nos próximos tempos no sul de Angola se medidas concretas de facto não se tomarem para por fim a perca de vidas por motivos de fome.

Segundo varias fontes, esta situação faz com que os jovens e as crianças, abandonem os estudos para acompanhar os seus progenitores.

Estas e outras situações correlacionadas são acções frágeis e inconsequentes deste processo, que viola os princípios fundamentais dos Direitos Humanos como o Direito a liberdade, a segurança e à protecção. Os factos acima mencionados configuram-se numa violação daquilo que são as tarefas fundamentais do Estado (al. b,c, d, e) do art. 21º da CRA (Tarefas fundamentais do Estado) e o nº 1 do art. 25º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Por isso, a FoA apela ao governo de Angola , e em especial aos  Presidente da República para não olhar de animo leve este problema da fome que assola o sul do território Angolano  deve  tomar todas medidas com todos meios ao seu alcance, criando politicas  que e com vista  a minimizar a fome no sul de Angola ou que se accione  outras medidas de reserva  Constitucional plasmado no art. 117º  na sua alínea p) e  decrete um estado de emergência  para que cada pessoa seja tratada com dignidade, pois a FoA defende que em nenhuma circunstância  num pais rico como Angola as pessoas sejam submetidas ou   sujeitos a torturas psicológicas originada pela fome .

LUANDA, 19 de Agosto de 2019

Rafael Morais

Director da Friends em Angola

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