Refletindo sobre 2018

Por Friends of Angola

À medida que 2018 chega ao fim, os Amigos de Angola (FoA) gostariam de honrar o trabalho de todos os activistas dos direitos humanos e da sociedade civil em Angola e em todo o mundo. Infelizmente, o respeito pelos direitos humanos e a boa governação em Angola continuam a ser um objetivo a alcançar.

Com o seu apoio financeiro e técnico implementamos os seguintes projetos em Angola:

(1) Rádio Angola: Uma estação de rádio online criada para fornecer voz a cidadãos e cidadãs comuns que operam em um ambiente onde a liberdade de expressão é rotineiramente sufocada. Este projeto começou em 2014 e continua a servir de veículo para denúncias das violações graves aos direitos fundamentais das cidadãs e cidadãos. As restrições continuam nos meios de comunicação tradicionais, como a imprensa nacional, as rádios e canais televisivos, que são controlados pelo governo. As organizações da sociedade civil angolana não têm espaço para partilhar o seu trabalho e experiências com o público. Atualmente a Rádio Angola conta com mais de 300 mil ouvintes e leitores.

(2) Construir Boa Governação em Angola:Através de uma Abordagem Inter-activa e Colaborativa, a FoA ministrou cursos gratuitos sobre resistência não-violenta a 700 jovens activistas em Angola, incluindo como utilizar a aplicação Zuela, plataforma online que serve para relatar casos de abusos de direitos humanos e políticos durante e depois das eleições gerais de Agosto de 2017.

Ainda no âmbito do empoderamento dos cidadãos e cidadãs, a Friends of Angola (FoA) produziu um manual intitulado “Conheça e Exija os Seus Direitos”, que apresenta os direitos previstos na Constituição Angolana e no direito internacional. Foi lançado num evento onde participaram cerca de 100 pessoas. No final do projecto, mais de 600 manuais foram distribuídos e a FoA recebeu relatos de que os manuais estavam a ser vendidos nas ruas de Luanda devido à sua popularidade.

Finalmente, a FoA produziu dois relatórios abrangentes: o primeiro incidiu sobre o estatuto dos refugiados (maioritariamente provenientes da RDC) na província fronteiriça da Lunda-Norte, e o segundo informou sobre o estado do trabalho e os desafios dos defensores dos direitos humanos em Angola.

(3) Autarquias: O nosso projecto mais recente visa garantir que os angolanos estejam envolvidos no processo político antes, durante e após as primeiras eleições autárquicas previstas para 2020. Igualmente temos promovido as relações entre deputados à Assembleia Nacional e cidadãs e cidadãos.

Gostaríamos de desejar a todos Boas Festas e Felicidades no Ano Novo 2019.

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